Veja por que a tecnologia não vai tomar o trabalho dos advogados

Veja por que a tecnologia não vai tomar o trabalho dos advogados

Fala-se muito sobre o advento da Era da Máquina, na qual os homens serão substituídos pelos robôs e dominados por eles. Isso já vem sendo mostrado em livros e filmes de ficção científica há muito tempo. Mas será que realmente chegará essa época? No que se refere aos advogados, é possível que a tecnologia substitua o trabalho humano completamente? O que há a temer? Veja abaixo as expectativas em relação à tecnologia na advocacia!

As máquinas e o desemprego

Muitos profissionais reclamam que as máquinas estão “roubando” seus trabalhos. Até certo ponto, isso é verdade, pois elas conseguem fazer o mesmo trabalho humano com maior eficiência. Há máquinas que são capazes de realizar o trabalho de dez ou mais homens. Elas são mais rápidas, tendem a errar menos (pois são programadas para determinadas operações) e, na maioria das vezes, oferecem resultados mais precisos.

Ainda é necessária a presença de profissionais para controlar os equipamentos, mas certamente uma empresa com boas máquinas necessita de uma quantidade menor de funcionários.

Desenvolvidas para desempenhar atividades operacionais, elas deixam para os homens a realização de atividades mais estratégicas, que exigem o uso de inteligência. Modernamente, no entanto, a inteligência artificial (IA) está definindo novos rumos para o futuro do homem e da máquina.

Já existem robôs capazes de executar atividades que requerem planejamento, fazendo análise de dados e tirando conclusões. A tecnologia na advocacia já apresenta máquinas desse tipo e alguns advogados temem que, futuramente, eles não sejam mais necessários.

As vantagens da inteligência artificial

A inteligência artificial realmente revolucionou os tempos modernos, conferindo mais eficiência e mais velocidade aos processos. Ela permite maior rapidez às tarefas e também contribui com a redução nos gastos com papel, favorecendo a economia sustentável. A tecnologia na advocacia envolve também a alimentação de dados e informações, que não era tão utilizada na aplicação em massa.

Usar a tecnologia significa aprimorar os processos e criar conforto sem incorrer na desvalorização do profissional que atua na área do Direito, o qual deverá utilizar essas inovações para trabalhar com mais objetividade e receber auxílio para tomar decisões mais acertadas.

A tecnologia na advocacia

O computador chegou aos escritórios jurídicos em 1984, causando sensação e inovando o setor na época. As atividades começaram a passar por mudanças e modernizações. Uma das grandes contribuições da inteligência artificial no setor jurídico foi a possibilidade de cruzar dados e realizar o acompanhamento e o controle dos processos, desde o seu começo até a sua conclusão.

Um dos motivos principais para a adoção da IA (ou machine learning, aprendizagem de máquina) nos escritórios de advocacia é a necessidade de otimizar o tempo e diminuir a quantidade de falhas nas tarefas repetitivas. A tecnologia na advocacia também ajuda a melhorar a capacidade e a qualidade do atendimento, o que satisfaz o cliente e aprimora seu relacionamento com o profissional.

Os robôs na advocacia

O primeiro robô-advogado surgiu nos Estados Unidos e chama-se ROSS. Ele tem capacidade para processar 500 gigabytes em apenas 1 segundo. Para você ter uma ideia do que isso representa, 500 gigabytes correspondem a 1 milhão de livros. Nenhum homem consegue essa façanha — nem o melhor advogado do mundo. Inclusive, a perspectiva é de que o potencial dessas máquinas se mantenha em contínua evolução.

No Brasil, destaca-se ELI, criado pela Tikal Tech, empresa que já desenvolveu outras três plataformas jurídicas. ELI é o primeiro robô-advogado do Brasil e pode ajudar na resolução de casos e problemas pertinentes ao Direito.

A Tikal Tech pretende que ELI ajude os advogados na coleta de dados, na organização de documentos, na formatação de petições, na execução de cálculos, no acompanhamento de carteiras, na rotina de processos, na elaboração de relatórios inteligentes e na interpretação de decisões judiciais, enfim, em diferentes atividades que aumentam a produtividade do escritório.

Esse robô apresenta grande capacidade para analisar dados, deixando de lado apenas o trabalho técnico. ELI pode ajudar principalmente em processos contra a cobrança de taxas indevidas em contas de energia elétrica. No entanto, a mesma lógica aplicada nesses casos pode ser imaginada para outras situações.

Como se trata de inteligência artificial, o próprio advogado pode ensinar o robô, aumentando os conhecimentos dele. Quanto mais ele for usado, mais dados poderá cruzar para encontrar solução para um determinado problema. ELI é a sigla para Enhanced Legal Intelligence (Inteligência Legal Melhorada).

Os chatbots na advocacia

Os robôs já estão sendo usados como chatbots nos escritórios de advocacia. Com eles, é possível melhorar a interação entre o escritório e os clientes. Os chatbots permitem a automação de tarefas para os usuários. 

Antes de usar um chatbot no escritório jurídico, o advogado precisa conhecer bem seu público e suas necessidades e preferências: o que gostam, quais sites visitam, o que esperam de um advogado.

Podem ser usadas algumas palavras-chave específicas, como demissão, processo, questão trabalhista, aposentadoria, consumidor e assim por diante, conforme a área específica (ou áreas específicas) de atuação dos profissionais. O advogado tanto pode criar seu próprio robô de atendimento como utilizar robôs já prontos. Os robôs de atendimento podem ser criados até no Facebook.

Os robôs não são rivais, mas aliados

O advogado não deve temer ver seu lugar roubado pelos robôs. Ele deve fazer bom uso da ajuda que as máquinas poderão oferecer. A tecnologia na advocacia é uma oportunidade para o advogado e não um desafio ou um obstáculo. Ela não vai tomar o lugar dele, e sim garantir que ele desenvolva o melhor trabalho possível para agradar ao cliente, obtendo sucesso nas causas com mais rapidez e eficiência.

O advogado poderá executar tarefas de natureza mais intelectual e menos processual — e poderá contar com o subsídio do robô para desenvolver suas estratégias e tomar suas decisões. Tarefas repetitivas serão efetuadas com mais rapidez, sem comprometer a qualidade do trabalho dos profissionais.

Outra tarefa relevante que os robôs podem fazer é ajudar em um fórum especializado, discutindo sobre questões jurídicas importantes, como guarda compartilhada ou jornada de trabalho. Os usuários poderão contar com orientação confiável sem que seja necessário o advogado designar um funcionário para isso.

Assim, a tecnologia na advocacia pode ajudar a melhorar o relacionamento com o público, a captar e até a fidelizar clientes, pois são muitas as pessoas que dão preferência aos escritórios que oferecem recursos mais modernizados.

Os robôs podem determinar rumos totalmente inovadores para a justiça brasileira, cuja morosidade é bem conhecida. Eles poderão adiantar milhares de processos que se encontram estagnados, na fila de espera.

Ficou mais tranquilo agora? Já compreende por que a tecnologia na advocacia não representa perigo? Aproveite e compartilhe este post nas redes sociais! Assim, outros advogados também perderão seus receios quanto à tecnologia.

 

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