Conheça os 6 principais erros ao contratar um advogado correspondente

Com o aumento das demandas nos escritórios de advocacia, contratar advogado correspondente tem se tornado algo vantajoso, tendo em vista que ocasiona a redução dos custos e o tempo para a execução das atividades diárias. 

Como esse profissional contratado desempenhará diligências processuais, é importante observar algumas formalidades no momento da contratação, pois erros na área jurídica podem causar sérios prejuízos. 

Por isso, elaboramos uma lista com os principais erros que não devem ser cometidos ao contratar um advogado correspondente. Acompanhe!

1. Não observar a qualificação profissional 

O advogado correspondente é o profissional que representará o seu escritório na realização de uma diligência processual. Conhecer a sua qualificação profissional, portanto, é imprescindível para garantir que a providência seja executada sem causar prejuízos à imagem do escritório ou ao direito do seu cliente. 

Hoje, existem diversas ferramentas para se conhecer o histórico de um profissional. Um exemplo é o LinkedIn, que é a maior rede de profissionais do mundo e possui o currículo completo do indivíduo e até comentários de outros empregadores. 

Há também o Currículo Lattes, que faz o registro sobre a vida dos estudantes e pesquisadores do país, o qual possui todas as informações sobre a formação e as especialidades do profissional, além das áreas de pesquisa em que atua e eventuais obras literárias em que é autor. 

Esses são apenas alguns exemplos de sites de busca que o contratante pode utilizar para verificar a vida pregressa do profissional, sendo válido também analisar as tradicionais redes sociais, como o Facebook e o Instagram. 

A pesquisa prévia é muito importante, pois a contratação de um profissional que não seja qualificado poderá levar o seu trabalho e prestígio no processo por água abaixo, além de manchar a sua imagem perante o cliente conquistado. 

2. Não especificar a diligência que será executada 

Quanto mais complexa a diligência, mais qualificado ou experiente deverá ser o profissional, concorda? Por essa razão, é importante que a atividade esteja bem especificada, para que o candidato possa verificar se atende ou não às exigências para executar as tarefas de forma satisfatória. 

Se a atividade não estiver bem especificada, a vaga poderá ser preenchida por candidatos com habilidades inferiores às necessárias para a execução da diligência, o que, possivelmente, causará prejuízos. 

É fundamental, portanto, descrever minuciosamente o trabalho a ser executado pelo profissional, a fim de garantir que a vaga seja ocupada por alguém efetivamente competente e especializado na área.

3. Não definir honorários de acordo com a diligência

Cada diligência processual exige do profissional comportamentos determinados, uns mais complexos e outros de menor importância. Os honorários contratados, em razão disso, devem ser pactuados de acordo com a atividade a ser desenvolvida. 

Por isso, se o correspondente estiver oferecendo serviços complexos por um valor muito baixo, é bom desconfiar; ou o advogado está praticando o aviltamento de honorários — situação que é expressamente vedada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , ou o profissional talvez não seja tão competente quanto demonstra o seu currículo.

É importante, então, que a atividade seja bem especificada, conforme já comentamos acima, e que os honorários também estejam limitados à complexidade da demanda, o que não impede, todavia, que as partes negociem.

Uma ferramenta muito útil nesses casos é a tabela de honorários fixada pela OAB, que prevê para cada ação ou diligência um valor mínimo a ser cobrado pelo advogado.

4. Não observar os meios de comunicação 

Geralmente, a correspondência jurídica é utilizada para realização de diligências em outras cidades e estados, a fim de otimizar e reduzir os custos e o tempo para sua execução. 

A comunicação nesses casos é essencial. Portanto, a escolha do profissional deve levar em consideração quais os meios que ele possui para comunicação com o escritório ou cliente telefone, e-mail, skype ou outros aplicativos.

Além da facilidade de comunicação, é importante que o correspondente saiba se expressar de forma clara e satisfatória, de acordo com as diretrizes do escritório, pois a depender da diligência (uma audiência, por exemplo), expressar-se de forma objetiva pode fazer toda a diferença. 

5. Desprezar as condutas éticas 

A OAB é extremante rigorosa em relação à observância do Código de Ética pelos advogados inscritos, existindo uma série de penalidades para aqueles que não o observarem. 

Porém, muitos advogados abrem mão das condutas éticas para alcançarem o êxito financeiro, o que é totalmente reprovável. Além de ser um grande desrespeito com a classe profissional dos advogados, é altamente prejudicial ao cliente que está sendo representado em juízo. 

Nesse sentido, ao contratar um advogado correspondente, não deixe de observar os preceitos éticos estabelecidos pela OAB. Lembre-se que o correspondente jurídico será a imagem do seu escritório nos lugares em que atuar, e qualquer conduta ofensiva aos bons costumes poderá manchar anos de trabalho e dedicação. 

6. Rejeitar um candidato por puro preconceito

A competência profissional em nada se relaciona com condições sociais, pessoais, religiosas ou étnicas. Ao analisar as opções, cuide para, mesmo inconscientemente, não descartar alguém pelas suas escolhas ou condições pessoais. 

Escolher de forma neutra, além de aumentar o número de opções, permitirá que você encontre o profissional adequado e capacitado para desempenhar a atividade oferecida, garantindo que o escritório e o seu cliente estejam bem representados. 

Precisa contratar um advogado correspondente? 

Bom, já lhe apresentamos algumas dicas essenciais para não falhar na hora de contratar um correspondente jurídico. É importante que as propostas sejam bem claras e específicas, para que não ocorram problemas na execução das diligências processuais.

Além do mais, a boa comunicação entre o escritório e o correspondente também pode facilitar a execução das atividades, pois eventuais dúvidas devem ser solucionadas de forma conjunta. 

Por isso, se for contratar advogado correspondente, não esqueça de observar essas dicas. Só assim você garantirá a execução da diligência processual de forma correta, a preservação da sua imagem e a correta defesa dos interesses do seu cliente. 

Gostou do nosso artigo? Que tal levar este conteúdo ao conhecimento de outros escritórios e advogados, para que eles evitem erros ao contratar esses profissionais? Compartilhe nas redes sociais! 

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